sábado, 30 de abril de 2011

Cada coisa...

Alguém aqui já percebeu que o nosso mundo permite muitas coisas (apesar de serem absurdas) e abomina outras (apesar de possíveis)? O mundo divide, nessa inconsciência coletiva, as loucuras em permitidas e não permitidas.
Começando pelo óbvio: o típico louco como a sociedade vê, o esquizofrênico por exemplo. Não pode. Não é aceitável. Está lá, marginalizado ontem, hoje e sempre. O depressivo também não pode não. Tudo bem que depressão é a doença ‘da moda’ e do século, mas só pode até certo ponto – uma depressão ‘controlada’, digamos assim. Se tiver algo mais nela, não for aquele arroz com feijão, também não pode.
O psicopata que mata não sei quantas pessoas porque se vê vítima do mundo, das pessoas ou sei lá o que. Não pode. MAS NÃO PODE MESMO (concordo com o mundo doido nisso aí).
Aquele que quer ser diferente e usa roupas diferentes, cabelo diferente, maquiagem diferente... Não pode!... Afinal, saiu do quadrado, já era. (E eu, apesar de ser uma pessoa ‘quadrada’, acho que pode sim, ora bolas – ora ou hora?). O pobre, o mal vestido, o tímido, o gago, o quietinho (na escola, estes aí são praticamente demonizados!). Pode não...
O gordo, o magro demais (ahaaa, lembrei dessa minoria geralmente esquecida), o baixinho, o alto demais, o negro, o branquinho demais, e por aí vai. Afinal, pode não, porque não pode ser diferente, só pode se você conseguir se ajustar dentro daquela caixinha de quatro cantos. Se não conseguir, vaza!
As loucuras permitidas neste mundo? Bom... Falar pelos cotovelos e querer controlar toda e qualquer situação com sua verborragia (incrível, mas pode!). Ser branquelo de morrer, mas tomar sol pra ficar bronzeado (!!??), ser negro e querer clarear a pele, ser quietinho mas tirar boas notas (mas só pode se você passar cola – se não passar, está fora da lista de permissões), ter mal relacionamento com a família mas com quem não se convive tanto tratar hiper bem, usar cabelo e maquiagem e roupas da moda (afinal, a moda dita o tamanho da caixinha de permissões, não é?), ter uma ‘depressão profunda mas controlada’ (pode! Nota: a palavra ‘controlada’ é importantíssima), ser excessivamente magra (se se é modelo, por exemplo), ser gordinho (só se você se dispuser a fazer a redução do estômago, aí  pode), dizer que é ‘crente’ (se bem que está entrando na moda também, acho eu), falar gírias (da moda, claro).
É por aí a ideia. Para algumas coisas, o ok. Para outras, o castigo de não ser aceito, de não ser enxergado pelo mundo e pelos seus iguais. Quem pratica coisas das loucuras não permitidas pelo mundo corre o risco de se tornar uma pessoa invisível...

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Piada sem graça

Outro dia eu estava, devido às intempéries da vida, lembrando de uma historinha-piadinha que escuto desde  criança. Talvez não soe tão engraçada assim, mas é legalzinha e possivelmente mais real do que inicialmente possa parecer. Novamente vou citar aqui papai – foi através dele que a ouvi algumas vezes nesta vida.
Estão um turco (ou libanês, ou iraniano, ou árabe, um desses aí) e seu filho passeando ao ar livre. A certa hora o menino sobe em uma mureta, alta o suficiente para ele andar por sobre ela de mão dada com o pai, com algum receio. A certa altura ele quer sair de lá, e pede para o pai pegá-lo. O pai se afasta, e o menino o fita com olhinhos ansiosos seu socorro paterno. Daqui a pouco, a voz do pai: “Bula vilhinho, bula” – e abre os braços para receber o filho. O menino, seguro e sem pestanejar, pula de braços abertos. Cai estatelado no chão. O pai havia se afastado, e quando o garoto o olha, chorando e obviamente se perguntando porque o pai havia feito aquilo, escuta: “Izo é pra abrender a não conviar nem no babai”.
Que ‘piada’ horrível, né? Isso é um absurdo, claro. Mas às vezes é preciso usar menos de ingenuidade e mais de racionalidade (que difícil!) nos relacionamentos.
Um horror. Detestei isso aqui que escrevi. Mas... ai ai hahaha...
Sem comentários.

quarta-feira, 27 de abril de 2011

Dia e noite..............

Já ia me esquecendo: escrevi 'dia' às sete da noite. Mas como o dia tem 24 horas, nada mais aceitável do que isto, não?............... Ou não rs?

Dia...

Um dia bom, pra mim, é um dia cheio. Cheio de coisas pra fazer, cheio de trabalho, cheio de diversão, cheio de alguma coisa (boa, de preferência). Mas lotado.
Hoje foi cheio em alguns poucos momentos, mas só por isto já foi bom.
Como diz papai: "Bom dia, Dia!"