sexta-feira, 29 de abril de 2011

Piada sem graça

Outro dia eu estava, devido às intempéries da vida, lembrando de uma historinha-piadinha que escuto desde  criança. Talvez não soe tão engraçada assim, mas é legalzinha e possivelmente mais real do que inicialmente possa parecer. Novamente vou citar aqui papai – foi através dele que a ouvi algumas vezes nesta vida.
Estão um turco (ou libanês, ou iraniano, ou árabe, um desses aí) e seu filho passeando ao ar livre. A certa hora o menino sobe em uma mureta, alta o suficiente para ele andar por sobre ela de mão dada com o pai, com algum receio. A certa altura ele quer sair de lá, e pede para o pai pegá-lo. O pai se afasta, e o menino o fita com olhinhos ansiosos seu socorro paterno. Daqui a pouco, a voz do pai: “Bula vilhinho, bula” – e abre os braços para receber o filho. O menino, seguro e sem pestanejar, pula de braços abertos. Cai estatelado no chão. O pai havia se afastado, e quando o garoto o olha, chorando e obviamente se perguntando porque o pai havia feito aquilo, escuta: “Izo é pra abrender a não conviar nem no babai”.
Que ‘piada’ horrível, né? Isso é um absurdo, claro. Mas às vezes é preciso usar menos de ingenuidade e mais de racionalidade (que difícil!) nos relacionamentos.
Um horror. Detestei isso aqui que escrevi. Mas... ai ai hahaha...
Sem comentários.

Um comentário:

  1. O FILHINHO PULA NOS BRAÇOS DO PAPAI QUE POR DUAS VEZES O ACOLHE E O AFAGA DECLARANDO O SEU AMOR E CARINHO PELO FILHO,MAS, NA TERCEIRA VEZ, DESVIA-SE DO FILHO , QUE SE ESTATELA NO CHÃO;E, O FILHO CHORANDO, OUVE DO PAI: "IZO É BARA VOZE NÃO GONFIAR NEM EM BABAI".

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