quarta-feira, 15 de junho de 2011

A Mulher Invisível

Poucas pessoas têm o dom de ser invisíveis. Eu tenho. Por invisível entenda-se passar despercebido. É incrível como há as pessoas sempre notadas em qualquer local que estejam, em toda e qualquer situação. Tem gente que se vê uma vez em um local ou evento rápido ou mesmo sem importância, e num novo encontro casual nem ousa titubear ao reconhecer esta ou aquela pessoa. “É meu amigo ali!”. Pessoas normais, e de certa forma marcantes, que se fazem lembrar.
Eu não. Converso com algumas pessoas, passo às vezes horas próxima a elas, trocamos idéias... E daqui um tempo, se esse alguém me vê na rua, dá um oizinho vacilante, quando dá. Muitas vezes passa direto, sem nenhuma menção de que me dia me conheceu. Já cheguei a conversar horas com algumas pessoas que, depois olham pra mim e nada. Mas não é só isso não. Em lojas. Ah, as lojas... Às vezes é preciso cruzar os braços e aguardar pacientemente um atendimento; pessoas que chegam após mim são notadas e consequentemente atendidas. E eu ali, esperando. Outro dia estive numa lanchonete em que sentei e aguardei ser atendida, e nada. Um pessoal que chegou logo depois foi educadamente servido, e eu, que estava ali há algum tempo, nem havia sido enxergada. Nossa, mas que coisa mesmo.
Agora, pior do que isso é quando alguém não sabe se me conhece, ou não se lembra do meu nome. “Marina? Maria? Marília? Marta? Mariane?” – dizem, tentando acertar meu nome e dizendo uns parecidos e outros de minhas irmãs. Fazer o que...
Tudo bem que eu não sou bela ou torneada como a personagem de Luana Piovani no seriado “A Mulher Invisível”, mas bem que, levando em conta o significado, com toda certeza posso ser assim chamada. Haha... Coisas da vida.

segunda-feira, 13 de junho de 2011

Calma...

'Alma... Sorria, alma. Mas vá com calma, pra não esmorecer. Calma, alma, isso logo passa, logo a alegria grudará em você e não lhe deixará em paz por um só instante... '(AD)

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Essência...


"Quando se trata de aspectos essenciais, receber se transforma numa questão de direitos, e não um culto ao ego. Há coisas primordiais às quais não podemos renunciar porque são imprescindíveis para a sobrevivência psicológica. E ainda que não as deixemos explícitas, damos por certo que devem existir para que a relação afetiva siga seu curso. Se for fiel, espero fidelidade; se sou honesto, espero honestidade; se sou carinhoso, espero ternura. Se não for assim, não me interessa." (Walter Riso)



sábado, 4 de junho de 2011

Sábia manicure

Podemos nos surpreender no dia-a-dia, disso ninguém duvida. Vejam só. Eu fazendo unha no salão, e a manicure ao lado conversando com sua cliente, contando coisas da vida, ouvindo outras... De repente, veio a seguinte frase: "A única coisa que o ser humano não suporta é a indiferença". Sábio. Profundo. Verdadeiro. Surpreendente. Por que?... Porque o amor acolhe, aquece e consola. É o sentimento que, quando real (não apenas falado, mas praticado e sentido), tem a maior beleza deste universo. Dá sentido à vida, colore a existência. E a raiva, ou ódio? Machuca, crava espinhos na alma, tortura. Mas passa, pra quem sente e pra quem é o alvo. Some. Sobra absolutamente 'nada' dele. Questão de tempo. E a indiferença?... Esta é mais dura. É como se você não existisse. Como se morresse sem ter morrido. Como se não estivesse aqui, como se tivesse sido abduzido para o além, como se nada tivesse acontecido ou estivesse acontecendo. A indiferença potencialmente é mais feroz e letal do que a raiva. Afinal de contas, existimos! Sentimos! Estamos aqui!... E isso não se pode ignorar ou fingir que é irreal. Sim, aquela mulher foi muito sábia em suas palavras. E acredito que o oposto do amor se chame justamente 'indiferença'.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Cão Aníbal

O cachorro era de belo porte, até pomposo. Afinal, era um pitbull. Andava garboso pelo quintal da frente. Mas quando chegavam perto, era aquela alegria de cachorro babão que adora uma determinada espécie: humanos. Chegamos eu e a Dara perto dele, o portão fechado, claro. Jeito de bonzinho, abanada de toquinho de rabo de bonzinho, língua pra fora de bonzinho, mas raça de mauzinho. Portanto, melhor não facilitar. Aníbal era o nome dele. Simpático para um cão de sua raça, ou até mesmo para um cão. Olhou pra nós, cheirou sem disfarçar e, parece, nos aprovou. O rabinho abanava cada vez mais e mais. Uma moça loira e branquinha, carregando na coleira uma cadela simpática, que cheirava curiosamente, ainda mais do que ele. “Que será que querem essas duas?...” – eis a curiosidade do cãozinho. “Bem que podiam me deixar ir pra rua e conhecê-las... Mas meu dono não está em casa”. E no meio dessa conversa canina, parece que os dois, Dara e Aníbal, se entendiam. Num ‘cachorrês’ que eu jamais compreenderia... Porém, daqui a pouco, alerta! O Aníbal ficou estático, orelhas em riste, o toco de rabo pra cima, olhos brilhantes. Não adiantava chamar, brincar e nem mesmo a Dara, minha boxer caramelo que lhe havia chamado tanto a atenção, bastava para tirá-lo daquela posição. Cerca de dois minutos depois, chega um carro, com o dono do cão. Festa! E ele, Aníbal, já sabia disso antecipadamente, pelo cheiro e pelo ruído do carro. Coisas de cachorro... E coisa de cachorro a adoração incondicional por essa tal raça, a raça humana.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Amor de verdade

Amor de pai e mãe. Isso sim é que é amor. Amor verdadeiro, que não espera nada em troca, que dá sempre, e se dá eternamente se for preciso e possível. Nada cobra em troca. Nada espera, apenas poder continuar doando aquele amor do tamanho do mundo, que acaba em dia de são nunca, ou no dia 30 de fevereiro, é pra sempre, sempre e sempre. Amor que constrange pela sua beleza acima de qualquer outro amor. Que é cintilante mesmo nos piores outonos ou nos mais gélidos invernos existentes. É amor de verdade.
Mas, e o amor de filho? Cobra dos pais? Sim... Quer muitas coisas do seu jeito? Sim... Decepciona? Sim... Magoa? Sim, também... Mas, apesar de tais contradições, pode ser tão lindamente vivido e sentido como o perfeito amor dos pais. É doce. É puro e é verdadeiro. Certamente as pessoas a quem mais amo neste mundo são meus pais. Apesar de toda falha, de toda decepção, de todo erro. É um amor imperfeito, que apesar dos pesares é verdadeiro até o último suspiro, apesar de todas as impossibilidades, e de todos erros e acertos que permeiam nosso frágil coração....