segunda-feira, 23 de maio de 2011

Bicicleta

Ontem vi duas menininhas andando de bicicleta. Tinham uns três ou quatro anos, cabelinhos soltos com cachos, roupinhas engraçadinhas como roupas de garotinhas devem ser. Bicicletas pequenininhas, também como bikes de pequenas mocinhas devem ser. E, claro, as tão bem-vindas rodinhas laterais para ajudá-las a pedalar seus mini veículos. Mas... interessante... reparei que ambas as meninas pouco usavam as rodinhas como apoio. Elas não sabiam, pois não estavam vendo, mas as rodas feitas para ajudar crianças a se equilibrarem mal estavam sendo usadas... Ficavam no ar, suspensas, sem encostarem no chão. E as garotas andavam seguras, felizes, pois não tinham medo de cair... Somos assim também. Às vezes achamos que precisamos de alguém, ou de algo, porque aí sim nos sentiremos seguros... E tanto faz se tivermos aquilo ou não... Na prática não faz diferença. Precisamos seguir em frente. Sem olhar pra trás.

quinta-feira, 12 de maio de 2011

Relógios..........

AH! OS RELÓGIOS
Amigos, não consultem os relógios
quando um dia eu me for de vossas vidas
em seus fúteis problemas tão perdidas
que até parecem mais uns necrológios...

Porque o tempo é uma invenção da morte:
não o conhece a vida - a verdadeira -
em que basta um momento de poesia
para nos dar a eternidade inteira.

Inteira, sim, porque essa vida eterna
somente por si mesma é dividida:
não cabe, a cada qual, uma porção.

E os Anjos entreolham-se espantados
quando alguém - ao voltar a si da vida -
acaso lhes indaga que horas são...

Mario Quintana - A Cor do Invisível

domingo, 8 de maio de 2011

O Javali

Um almoço comemorativo. Mais um enxame de gente. Aliás, onde quer que se vá há muita, muita gente ultimamente. Que coisa . Dessa vez a espera foi um pouquinho menor, e menos pior. Afinal, se esperava pra comer, e não pra levar uma furada no laboratório... Esqueci de falar: fomos procurar um local mais longe pra não ter fila, e ainda assim tinha.
Bom, dessa vez quase que exatos quarenta minutinhos de espera. Haja gente. E haja comida.
Um menininho de menos de dois anos quase deu a mãozinha pra mim. Ele procurava seus pais, andava no meio da multidão, e só via rostos desconhecidos. E, pasmem, não chorou. Encarava a pessoa pra quem estendia a mão, via que não era conhecida, e já mudava pra uma próxima. Nem menção de chorar ele fez. Até que achou papai e mamãe, que não pareciam muito preocupados por terem perdido de vista o filhinho. Enfim, juntaram-se novamente. Uma moça miúda grávida corria atrás da filhinha pequenina, esta muito agitada com aquela movimentação toda.
Teve gente que tinha o tal ‘QI’- entrou direto sem pegar senha ou aguardar um pouco que fosse (eu vi!). Dentre as gentes indo embora, me chamou atenção um casal onde a mulher tinha o dobro da altura do marido (e isso, conforme nossa sociedade, não pode! Pode homem mais velho que a mulher, não o oposto. Pode homem mais alto que a mulher, e não o contrário! Pode homem mais feio que a mulher, nunca diferente disso!).
 Ufa, finalmente chamaram, mesa pra três. Mamãe gosta muito quando saímos assim. Papai então, nem se fala. Eu gosto particularmente porque mamãe não tem o trabalho do antes e do depois do almoço. E, claro, gosto de almoçar fora também.  Na mesa ao lado uma família enorme, talvez mais de dez pessoas. Conversavam alto, animados. Na mesa da frente uma família um pouco menor, mas ainda assim maior que a nossa, com crianças e adultos. Enfim, eu observava isso enquanto estávamos, os três, mergulhados nas muitas comidas... Rodízio é uma coisa meio irritante, eu diria. Você acaba de dar uma mordida na carne, e já vem alguém te oferecendo outra. Na segunda mordida, vem outro garçom oferecendo outra opção, e por aí vai. Acho que vou fazer yoga pra poder frequentar rodízios. Ou então frequentar tanto que vou me acostumar.
Mas o que marcou foi o tal javali. Ou melhor, o tal homem do javali. Eram várias as carnes oferecidas: alcatra, fraldinha, coraçãozinho, maminha, frango, filé mignon com bacon (esse tinha até espuma, de tanta gordura), alguma coisa de carneiro (que eu não como porque tenho pena do carneiro – me acostumei com o boi e com o frango, e por isso não tenho pena deles, haha) etc e tal. Daqui a pouco, chega o dito cujo. O garçom fala, com naturalidade: “Javali!”. Silêncio mortal. Uns dez  segundos talvez. Os três pararam de mastigar, ou o faziam com lentidão. Nos entreolhávamos, como que não tivéssemos entendido. E o homem olhava simpaticamente para nós. Acho que era o garçom mais simpático. Uns 50 e poucos anos, pele avermelhada, rosto pequeno, sorriso levemente prognata, uma pequena cicatriz no queixo. Por fim, sorriu e levou aquele naco do javali embora.
No momento em que deixamos o local, esbarramos com uma criancinha fazendo birra no chão, com aquela grande família já citada (achei  tão bonitinho, porque tinha uma senhora bem idosa, se apoiando na filha não tão idosa e também acompanhada pela neta jovem). Nas mesas, as pessoas se inclinando pra trás, para inconscientemente tentar melhorar a digestão daquele tanto de comida. Duas menininhas andando de mãos dadas, talvez ambas de uns três aninhos, passeando por entre as mesas. E o local esvaziando. Agora já sem filas. Vagas no estacionamento. Praticamente o fim daquele dia... Haja comida, haja energia, haja imaginação.

sábado, 7 de maio de 2011

Certezas

"Não quero alguém que morra de amor por mim...
Só preciso de alguém que viva por mim, que queira estar junto de mim, me abraçando.
Não exijo que esse alguém me ame como eu o amo,
quero apenas que me ame, não me importando com que intensidade.
Não tenho a pretensão de que todas as pessoas que gosto, gostem de mim…
Nem que eu faça a falta que elas me fazem, o importante pra mim é saber que eu, em algum momento, fui insubstituível…
E que esse momento será inesquecível..
Só quero que meu sentimento seja valorizado.
Quero sempre poder ter um sorriso estampando em meu rosto, mesmo quando a situação não for muito alegre…
E que esse meu sorriso consiga transmitir paz para os que estiverem ao meu redor.
Quero poder fechar meus olhos e imaginar alguém…
e poder ter a absoluta certeza de que esse alguém também pensa em mim quando fecha os olhos,
que faço falta quando não estou por perto.
Queria ter a certeza de que apesar de minhas renúncias e loucuras,
alguém me valoriza pelo que sou, não pelo que tenho…
Que me veja como um ser humano completo, que abusa demais dos bons
sentimentos que a vida lhe proporciona, que dê valor ao que realmente
importa, que é meu sentimento… e não brinque com ele.
E que esse alguém me peça para que eu nunca mude, para que eu nunca
cresça, para que eu seja sempre eu mesmo.
Não quero brigar com o mundo, mas se um dia isso acontecer, quero ter
forças suficientes para mostrar a ele que o amor existe…
Que ele é superior ao ódio e ao rancor, e que não existe vitória sem humildade e paz.
Quero poder acreditar que mesmo se hoje eu fracassar, amanhã será outro dia,
e se eu não desistir dos meus sonhos e propósitos,
talvez obterei êxito e serei plenamente feliz.
Que eu nunca deixe minha esperança ser abalada por palavras pessimistas…
Que a esperança nunca me pareça um “não” que a gente teima em maquiá-lo de verde e entendê-lo como “sim”.
Quero poder ter a liberdade de dizer o que sinto a uma pessoa, de poder
dizer a alguém o quanto ele é especial e importante pra mim,
sem ter de me preocupar com terceiros…
Sem correr o risco de ferir uma ou mais pessoas com esse sentimento.
Quero, um dia, poder dizer às pessoas que nada foi em vão…
Que o amor existe, que vale a pena se doar às amizades e às pessoas,
que a vida é bela sim, e que eu sempre dei o melhor de mim…
e que valeu a pena." Mário Quintana

Etiqueta

Coisas da vida. Mesmo.                                
Hoje é um dia sem trabalho, sem grandes afobamentos. Dá pra tentar resolver algumas coisinhas do dia-a-dia (tem hífen ainda isso?). Só que por ser sábado, dá pra resolver pela metade, considerando que a maioria dos locais fica aberta apenas até meio-dia.
Fui até o laboratório fazer alguns exames. Enxame de gente. Essa é a definição que tenho para aquela multidão que aguardava. Gente que foi buscar resultados, gente que ia fazer a coleta dos exames, gente idosa, gente com criança, gente nova, gente gestante, gente de todo tipo, inclusive eu, que não sei exatamente a que tipo pertenço (provavelmente a algum ‘tipo’ ainda não citado).
Senha 304. Quando cheguei estava na senha 274. Pode isso?... Praticamente 1 hora de espera pra ser chamada, só pra dar informações, e mais um tantinho de aguardo pra coleta dos exames. Uma espera chata, já que eu não tinha nada a fazer, a não ser mandar umas mensagens pelo celular (poucas, pois a bateria estava acabando), olhar pra TV (e ver um desenho sem-graça praticamente sem som, pois as conversas da sala o abafavam) e, o mais interessante, olhar pras pessoas que lá estavam. Todo mundo de olho nas telas com o número das senhas. “Quando será que vai chamar a minha?”; “Contagem regressiva...” – acredito que esses pensamentos passaram pela mente das pessoas, considerando que passaram pela minha... Tinha gente que cochilava, e gente que ‘semi’ cochilava, já que de alguma maneira prestava atenção nas telas.
Uma menininha de uns cinco anos se agarrava na perna da mãe, que estava de pé. Um casal discutia baixinho, tentando não chamar a atenção dos demais (casal interessante, pois os dois eram bem altos, pareciam até irmãos). A gestante acariciava carinhosa e lentamente a barriga. Outra mulher conversava com ela e se identificava como também  grávida, e passaram a trocar informações.
Quase no fim da minha longa espera, chega uma moça que chamou a atenção de todos. Loira, alta, meio gordinha. Bermuda preta e blusinha branca. Cabelos nos ombros, bem tingidos. E, adivinhe: acho que a bermuda era nova. Isso porque uma grande etiqueta, que não fora retirada após a compra, caprichosamente ricocheteava pra lá e pra cá, na parte de trás. Acredito que aquela roupa ainda não passara pela sua primeira lavagem... E simplesmente todo mundo olhava pra moça. Acompanhei os olhares. Eles iam da etiqueta pra moça, e da moça pra etiqueta, e assim sucessivamente. Ela quebrou a mesmice naquela sala de espera. Algo bobo, mas diferente e inusitado, acontecia.’C’est la vie’.

domingo, 1 de maio de 2011

Pavê de prestígio!

Mudando um pouco de assunto, vamos espairecer hehe... Será que um dia eu consigo fazer??




Para você que deseja preparar uma deliciosa receita, mas não sabe o que fazer, uma boa dica é fazer um delicioso pavê de prestigio, receita realizada através do programa semanal da apresentadora global Ana Maria Braga o “Mais Você”.
Para preparar o pavê você vai precisar dos seguintes ingredientes:
2 pacotes de bolo pronto sabor chocolate
1 copo de guaraná para molhar levemente o bolo
2 latas de leite condensado
100g de coco ralado
2 colheres de sopa de margarina
200g de chocolate meio amargo
1 lata de creme de leite com soro
Raspas de chocolate e coco ralado para decorar a sobremesa
O modo de preparo é bem simples, primeiramente leve ao fogo as duas latas de leite condensado juntamente com a margarina e o coco, até que essa mistura forme um beijinho mole e reserve. Depois vá para o chocolate, pique o mesmo e leve ao forno microondas por 45 segundos ou até que seja bem derretido em banho Maria, acrescente o creme de leite, até ficar um creme brilhante.
Para montar o pavê, comece a formar camadas de bolo, alternado com beijinho e ganache (chocolate derretido) de chocolate, termine com chocolate derretido e decore a superfície com o coco ralado e as raspas de chocolate.