Hoje é um dia sem trabalho, sem grandes afobamentos. Dá pra tentar resolver algumas coisinhas do dia-a-dia (tem hífen ainda isso?). Só que por ser sábado, dá pra resolver pela metade, considerando que a maioria dos locais fica aberta apenas até meio-dia.
Fui até o laboratório fazer alguns exames. Enxame de gente. Essa é a definição que tenho para aquela multidão que aguardava. Gente que foi buscar resultados, gente que ia fazer a coleta dos exames, gente idosa, gente com criança, gente nova, gente gestante, gente de todo tipo, inclusive eu, que não sei exatamente a que tipo pertenço (provavelmente a algum ‘tipo’ ainda não citado).
Senha 304. Quando cheguei estava na senha 274. Pode isso?... Praticamente 1 hora de espera pra ser chamada, só pra dar informações, e mais um tantinho de aguardo pra coleta dos exames. Uma espera chata, já que eu não tinha nada a fazer, a não ser mandar umas mensagens pelo celular (poucas, pois a bateria estava acabando), olhar pra TV (e ver um desenho sem-graça praticamente sem som, pois as conversas da sala o abafavam) e, o mais interessante, olhar pras pessoas que lá estavam. Todo mundo de olho nas telas com o número das senhas. “Quando será que vai chamar a minha?”; “Contagem regressiva...” – acredito que esses pensamentos passaram pela mente das pessoas, considerando que passaram pela minha... Tinha gente que cochilava, e gente que ‘semi’ cochilava, já que de alguma maneira prestava atenção nas telas.
Uma menininha de uns cinco anos se agarrava na perna da mãe, que estava de pé. Um casal discutia baixinho, tentando não chamar a atenção dos demais (casal interessante, pois os dois eram bem altos, pareciam até irmãos). A gestante acariciava carinhosa e lentamente a barriga. Outra mulher conversava com ela e se identificava como também grávida, e passaram a trocar informações.
Quase no fim da minha longa espera, chega uma moça que chamou a atenção de todos. Loira, alta, meio gordinha. Bermuda preta e blusinha branca. Cabelos nos ombros, bem tingidos. E, adivinhe: acho que a bermuda era nova. Isso porque uma grande etiqueta, que não fora retirada após a compra, caprichosamente ricocheteava pra lá e pra cá, na parte de trás. Acredito que aquela roupa ainda não passara pela sua primeira lavagem... E simplesmente todo mundo olhava pra moça. Acompanhei os olhares. Eles iam da etiqueta pra moça, e da moça pra etiqueta, e assim sucessivamente. Ela quebrou a mesmice naquela sala de espera. Algo bobo, mas diferente e inusitado, acontecia.’C’est la vie’.
hehehe..., boa observadora..., tem mais???
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